As transformações nas relações de trabalho e seus impactos sobre a previdência complementar estiveram no centro do Painel III — “Economia do Trabalho e a Previdência Privada”.
O debate reuniu Marcos Couto, sócio da RBPC Advocacia, como moderador, além de Maria Antonieta Fazal, da SulAmérica; Eunice Lima, diretora da Banesprev; e Marcelo de Siqueira Freitas, vice-presidente jurídico da Axia Energia. Marcelo de Siqueira Freitas
Na abertura do painel, Marcos Couto destacou que o mercado vive uma profunda transformação nas formas de trabalho, impulsionada pelo crescimento de atividades independentes e novos modelos profissionais. Segundo ele, cresce o número de pessoas que mantêm vínculos formais enquanto desenvolvem atividades paralelas ou optam por relações mais flexíveis de trabalho.
O moderador chamou atenção para os desafios futuros relacionados à proteção previdenciária dessas novas gerações de trabalhadores. “Essas pessoas vão envelhecer, vão adoecer. O país estará preparado?”, questionou.
Durante o debate, Marcelo de Siqueira Freitas observou que o cenário atual apresenta uma mudança importante: em muitos casos, o próprio trabalhador passou a rejeitar modelos tradicionais de vínculo formal, buscando relações mais flexíveis e autônomas. Segundo ele, isso traz novos desafios para os sistemas de proteção previdenciária.
Os participantes defenderam a ampliação da educação financeira e previdenciária, especialmente entre os mais jovens, como estratégia fundamental para garantir proteção social sustentável em um cenário de rápidas transformações nas relações de trabalho.