O 5º Seminário dos Fundos de Pensão e Patrocinadores Privados abriu espaço para um tema pouco convencional no universo previdenciário: a arte como investimento e a propriedade intelectual como alternativa de diversificação de carteiras.
O painel foi conduzido por Ana Paula Raeffray, vice-presidente do IPCOM, e contou com a participação de Carlos de Andrade, o “Carlão”, sócio-gerente da Visom Digital.
Ao introduzir o debate, Ana Paula destacou que os fundos de pensão precisam buscar cada vez mais diversificação de investimentos diante dos desafios econômicos atuais e das restrições impostas pelo ambiente de juros elevados. Segundo ela, a excessiva concentração em títulos públicos pode limitar resultados de longo prazo para os participantes.
A dirigente também citou experiências internacionais, como a de fundos holandeses que passaram a investir em propriedade intelectual e direitos autorais musicais, ampliando a presença do setor previdenciário em ativos ligados à economia criativa.
Carlos de Andrade compartilhou sua experiência no mercado musical e cultural, ressaltando o potencial econômico da indústria criativa brasileira. Segundo ele, o Brasil possui enorme capacidade de geração de ativos culturais relevantes, especialmente nas áreas de música e audiovisual.
O painel trouxe uma reflexão inovadora sobre novas possibilidades de investimentos alternativos, reforçando a importância da diversificação como instrumento de fortalecimento da previdência complementar no longo prazo.