Com foco nas transformações que vêm redefinindo o setor previdenciário no Brasil e no mundo, a APEP, em parceria com o IPCOM – Instituto de Previdência Complementar e Saúde Suplementar, realizou o 5º Seminário dos Fundos de Pensão e Patrocinadores Privados, reunindo dirigentes, especialistas, representantes do governo e lideranças do segmento para discutir os caminhos da previdência complementar diante das mudanças demográficas, regulatórias e econômicas globais.
O seminário teve como tema “Fronteiras da Previdência Privada – Uma Visão Global”, refletindo os desafios impostos pelo envelhecimento populacional, pelas novas relações de trabalho e pela necessidade de modernização dos modelos previdenciários
Na abertura do encontro, o presidente da APEP, Arthur Pires, destacou que a previdência complementar “não existe apenas para responder ao presente, mas para sustentar o futuro”, reforçando o papel estratégico do sistema como instrumento de proteção social, formação de poupança de longo prazo e desenvolvimento econômico do país. O dirigente também enfatizou a importância do diálogo entre patrocinadores, entidades, reguladores e fiscalizadores para garantir a evolução sustentável do setor.
Em sua participação, o jurista Wagner Valera, presidente do IPCOM, chamou atenção para a necessidade de uma mudança conceitual na forma de pensar a previdência, defendendo soluções inovadoras capazes de enfrentar os impactos das transformações sociais e econômicas das próximas décadas.
Representando a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc, o superintendente Ricardo Pena apresentou as principais agendas regulatórias e institucionais em andamento, destacando iniciativas voltadas à ampliação da cobertura previdenciária, modernização regulatória, fortalecimento da supervisão baseada em risco e uso de inteligência artificial na fiscalização do setor. Ele também defendeu a necessidade de ampliar a participação da previdência complementar como instrumento essencial para enfrentar os desafios demográficos do país.
Paulo Roberto dos Santos Pinto, secretário de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, ressaltou os avanços promovidos nos últimos anos, entre eles a implementação da inscrição automática, a revisão de normas de investimentos e o fortalecimento da cultura previdenciária junto às novas gerações. Segundo ele, o desenvolvimento sustentável do sistema passa também pela valorização dos patrocinadores e pela construção de uma sociedade mais consciente sobre planejamento financeiro, longevidade e proteção social.
Ao longo da programação, o seminário promoveu reflexões sobre governança, inovação, segurança jurídica, educação previdenciária e os novos modelos de proteção social, consolidando-se como um importante espaço de construção de ideias e debates estratégicos para o futuro da previdência complementar brasileira.