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imagem dos dirigentes abrindo a 5ª edição do seminário de fundos de pensão

5º Seminário dos Fundos de Pensão e Patrocinadores Privados: as fronteiras da previdência privada em uma visão global

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Equipe APEP
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min.

A 5ª edição do Seminário dos Fundos de Pensão e Patrocinadores Privados trouxe um olhar diferenciado para os rumos da previdência complementar brasileira diante das transformações demográficas, econômicas e tecnológicas que redefinem o setor no mundo. Realizado pela APEP e IPCOM – Instituto de Previdência Complementar e Saúde Suplementar, o encontro reuniu dirigentes, especialistas, representantes do governo e lideranças do segmento para discutir os caminhos da previdência privada sob o tema "Fronteiras da Previdência Privada – Uma Visão Global".

Logo em sua abertura, Arthur Pires, presidente da APEP, destacou o papel estratégico da previdência complementar como instrumento de proteção social e de formação de poupança de longo prazo. Ao seu lado, o jurista Wagner Balera, presidente do IPCOM, defendeu uma mudança conceitual na forma de pensar a previdência; Ricardo Pena, superintendente da Previc, apresentou uma ampla agenda de modernização regulatória e fortalecimento institucional do sistema, destacando iniciativas voltadas à ampliação da cobertura previdenciária, à inovação tecnológica e ao aprimoramento da supervisão baseada em risco; e Paulo Roberto dos Santos Pinto, secretário de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, enfatizou os avanços recentes na agenda de fomento ao setor, destacando a implementação da inscrição automática, o fortalecimento da educação previdenciária e a importância da cultura de poupança de longo prazo, principalmente para novas gerações. (Reveja aqui a abertura do Seminário).

A experiência internacional também esteve em pauta. Em entrevista concedida a Arthur Pires, a brasileira Alessandra Cardoso, integrante do órgão regulador britânico The Pensions Regulator (TPR), apresentou o modelo de três pilares do Reino Unido e a "revolução previdenciária" iniciada em 2012 com a adesão automática aos planos de contribuição definida. Ela destacou os novos desafios do sistema — garantir renda sustentável diante do envelhecimento populacional e da redução dos planos de benefício definido — e o papel de estruturas como os Master Trusts. (Confira aqui a íntegra dessa entrevista).

No campo dos investimentos, Luiz Garcia e Rafael Silotto, da Bradesco Asset Management, mostraram no keynote "Construindo Portfólios Resilientes" que "não existem ativos perfeitos, mas sim portfólios bem construídos". Com exemplos históricos como Brumadinho e a greve dos caminhoneiros, os especialistas alertaram para os riscos da concentração de investimentos e defenderam a diversificação geográfica e cambial, o rebalanceamento constante das carteiras e a importância de evitar decisões reativas em momentos de volatilidade. (Reveja aqui esse keynote).

O Painel I, dedicado aos Modelos Globais de Previdência Privada, reuniu, sob mediação de Herbert de Souza Andrade, Eduardo Marchiori (CEO da Mercer Brasil), Raquel Lautert (Previc) e Felinto Sernache (WTW). O debate passou pelos dados do Mercer Global Pension Index, pelo alinhamento da regulação brasileira aos padrões da OCDE e da IOPS, pela importância de modelos de adesão automática para ampliar a cobertura e pelo uso de uma "IA supervisionada" no setor. Houve consenso sobre a conexão entre estabilidade financeira e saúde mental dos trabalhadores e sobre a necessidade de inovar sem abrir mão do rigor regulatório e da transparência. (Reveja como foi o Painel 1).

A expansão dos ETFs também foi tema de keynote. Bruno Stein, sócio-diretor executivo da Galapagos Capital, mostrou que o mercado — que já ultrapassa US$ 13 trilhões em ativos nos Estados Unidos — deixou de ser exclusivo da pessoa física e passou a ocupar espaço estratégico nas carteiras de gestoras e investidores institucionais, com o Brasil vivendo um momento decisivo de aceleração desse movimento. (Confira como foi esse keynote).

No Painel II, "Investimentos em Transformação: capital previdenciário em ambiente geopolítico fragmentado", mediado por Marcelo Neves, sócio da MRN Serviços Financeiros, os debates com Rui Matsuda (Instituto Iniciativa Dex), Marcelo Allain (Vivest) e Antônio D'Aguiar (BASF Sociedade de Previdência Complementar) percorreram o retorno da geopolítica ao centro das decisões econômicas, as oportunidades do Brasil no novo cenário internacional — energia, terras raras e alimentação — e a necessidade de visão de longo prazo, diversificação e gestão de riscos. (Reveja aqui o Painel II).

Daniel Popovich, portfolio manager da Franklin Templeton, completou o panorama com o keynote "Oportunidades nos Mercados Internacionais para 2026". Apesar das tensões geopolíticas, ele mostrou a resiliência dos mercados — o índice MSCI All Country World retornou 22% em dólar em 2025, com desempenho expressivo de Europa e Japão — e defendeu a diversificação geográfica e o potencial transformador da inteligência artificial sobre a economia global. (Reveja aqui esse keynote).

O seminário também abriu espaço para novas fronteiras. No painel "A Arte como Investimento", conduzido por Ana Paula Raeffray, vice-presidente do IPCOM, com Carlos de Andrade, sócio-gerente da Visom Digital, a arte e a propriedade intelectual foram abordadas como temas emergentes no debate sobre diversificação, com destaque para experiências internacionais e para o potencial da indústria criativa brasileira. O painel também reforçou que qualquer avaliação nesse campo deve observar critérios rigorosos de governança, liquidez, precificação, aderência regulatória e compatibilidade com os objetivos previdenciários. (Confira como foi esse Painel).

As transformações nas relações de trabalho pautaram o Painel III, "Economia do Trabalho e a Previdência Privada", moderado por Marcos Couto, sócio da RBPC Advocacia, com Maria Antonieta Fazal (SulAmérica), Eunice Lima (Banesprev) e Marcelo de Siqueira Freitas (Axia Energia). O crescimento das atividades independentes e dos modelos flexíveis de trabalho, e os desafios de proteção previdenciária das novas gerações, levaram os participantes a defender a ampliação da educação financeira e previdenciária como estratégia essencial para uma proteção social sustentável. (Reveja aqui o Painel III).

O encontro foi encerrado com o painel "Nossa Trajetória – Revista Digital", que reuniu Aparecida Pagliarini, membro do Conselho Deliberativo do IPCOM, e Lygia Avena, sócia-fundadora da Avena Advogados Associados, em uma reflexão sobre a proximidade dos 50 anos da primeira legislação da previdência complementar no Brasil. Foi destacado o papel estratégico do setor — que administra mais de R$ 3 trilhões, entre previdência aberta e fechada, e paga cerca de R$ 120 bilhões em benefícios por ano — diante dos desafios de ampliar a cobertura, atrair as novas gerações e fortalecer a educação financeira. (Reveja aqui como foi o encerramento desse Seminário).

Ao longo de toda a programação, o seminário promoveu reflexões sobre governança, inovação, segurança jurídica e os novos modelos de proteção social, consolidando-se como um importante espaço de construção de ideias para o futuro da previdência complementar brasileira.

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